..."o que devemos então dizer do ego, no sentido ocidental de um indesejável eu-sombra, um eu que se descamisou, um conjunto heterogêneo de elementos de pensamento e caráter, aquela qualidade superior da Mente que deploramos?"
"Em primeiro lugar, o ego não deve ser confundido com a personalidade, que em termos de crescimento é normal. O ego é anormal, porquanto comum entre os homens, e produz sofrimento interminável. O homem repleto de suscetilibidade, que tem a sensibilidade à flor da pele, é uma calamidade social em todos os períodos da história humana. Empedernido em sua ambição pessoal, o seu comportamento agressivo serve para esconder o desenvolvimento interior de seu medo de insuficiência. A sua loucura cresce por si mesma, e ao menor sucesso para tanto alcançado brutalmente, pisando os direitos e necessidades de outros, se expande e assume proporções horríveis e afinal insanas."
"Mas isso não faz parte da legítima estrutura daquela forma de vida do universo conhecida como homem." Christmas Humphreys, "Una via occidentale allo Zen", pág. 31.