Desde 1988

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domingo, 16 de outubro de 2011

Ritmo e poesia:


Corpos cansados

Fulguram como as noites quentes e são moldadas com a terra ardente,
vira brasa, a tristeza sente,
se entreolham procurando gente,
mas o que encontram são mentiras rodeadas de migalhas,
são só os seus desejos que pra tí não basta.
Ofusca a vida, é dia claro,
azul espartano, pra eles azul amentolado,
fazem arder as chamas do passado,
foi ontem.
O sol presente cicatriza os danos,
mas nem as marcas lhes tomam a beleza,
dão sim, inveja à realeza,
que escapam da postura nas noites tristes
e se alimentam de peitos negros.
Não é mistério que lhes faltem respeito,
pois fazem da utopia um segredo.
Com a liberdade já entregue,
o que mais pode ser dado?
Mas ainda querem mais,
corpos nus!
Invejam suas chamas, como são quentes..
Mas são corpos cansados.

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